Fundo cambial é opção para ganhar dinheiro quando uma moeda sobe ou cai

A cotação varia muito - e isso pode ser bom para você

Qualquer investidor pode especular?
– Ilustração: Marcelo Andreguetti/IF

Pontos-chave

  • Tenha uma estratégia, acompanhe o mercado, aceite os riscos
  • Você pode investir tanto na alta quanto na baixa

Você sabe o que é o fundo cambial? A Inteligência Financeira conversou com Luigi Wis, especialista em investimentos da Genial, que esmiuçou o tema e nos respondeu como ganhar dinheiro com a variação das moedas: basicamente, você precisa acompanhar o mercado, montar uma boa estratégia, entender e aceitar os riscos desse tipo de ativo e ficar atento ao timing do investimento. Não é exatamente uma tarefa fácil. Mas é bastante possível.

O que é um fundo cambial?

O fundo cambial é um fundo de investimento que busca ter o rendimento atrelado a alguma moeda. Portanto, ele é classificado como um fundo de gestão passiva. “Ele segue a variação de uma moeda, como o dólar”, afirma Luigi. “E existem os fundos que especulam com a alta das moedas, e outros que apostam na queda da cotação”, explica Luigi.

Como funciona um fundo cambial?

O fundo cambial funciona como um fundo de investimento, no qual você investe e ele segue a variação da moeda. Por isso, ele tem liquidez diária. O valor mínimo para aplicação é baixo e relativamente simples de fazer. “Então você consegue aportar quanto e quando quiser, assim como também resgatar facilmente”, diz Luigi.

Para quem ele é recomendado?

Em geral, o fundo cambial é voltado para quem queira especular com alguma moeda. Então você pode investir olhando para uma possível alta da cotação ou na baixa. O fundo cambial também é recomendado para aqueles que vão ter alguma despesa em moeda estrangeira e precise se proteger contra uma possível valorização.

Quais são os prós e contras?

Luigi explica que a desvantagem é o Imposto de Renda sobre o lucro que você vai ter que pagar. “Se esse fundo subir, você vai pagar tributação sobre esse lucro, respeitando uma tabela regressiva naquela alíquota de investimentos de fundos de longo prazo, que começa em 22,5% e termina em 15%, dependendo do tempo que você deixar o dinheiro investido”, diz Luigi.

“Já o lado bom é a proteção de uma parte da sua carteira quando há uma desvalorização da moeda, além da manutenção do poder de compra numa moeda estrangeira”, complementa Luigi.

Colaborou Anne Dias


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