Conheça os novos fundos de investimento do agronegócio

Segundo projeções, este mercado pode chegar a R$ 75 bilhões em 2025; saiba o que analisar antes de investir

Fiagro
– Ilustração: Renata Miwa

Pontos-chave

  • Inspirado nos fundos imobiliários, os fundos de investimento do agronegócio foram adaptados para o cenário rural
  • Para investir, você deve entender as características do fundo e traçar uma estratégia para o longo prazo

O agronegócio é um dos principais pilares da economia do país. E agora, os investidores interessados no setor têm uma nova opção no mercado: os Fundos de Investimento das Cadeias Agroindustriais, ou Fiagro. Com regulamentação temporária, a modalidade entrou em vigor no início de agosto e em menos de uma semana teve sete fundos registrados. Segundo projeção da XP Investimentos, o mercado de Fiagro poderá chegar a R$ 75 bilhões em 2025. Mas afinal, o que é isso?

O Fiagro permite que pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras invistam no agronegócio brasileiro. A criação foi inspirada nos fundos imobiliários, com adaptações para o cenário rural. “É uma iniciativa para fomentar a cadeia agroindustrial do Brasil. O Fiagro veio para democratizar e dar oportunidade a todos que queiram participar de um setor relevante para a economia do país”, ressalta Paulo Fróes, diretor de mercado de capitais da StoneX.

Existem três tipos de Fiagro: Direitos Creditórios (Fiagro-FIDC), Imobiliários (Fiagro-FII) e Participações (Fiagro-FIP). Por enquanto, o Fiagro-FIDC e o Fiagro-FIP são restritos para investidores qualificados, ou seja, para quem tenha investimentos superiores a R$ 1 milhão. Apenas o Fiagro-FII é aberto ao público geral e permite a entrada de investidores menores. Por isso, focaremos nele. 

Como funciona?

Assim como em outros fundos de investimento, um gestor ou instituição é responsável pelas movimentações. O Fiagro-FII tem como foco ativos do agronegócio – neste caso, imóveis rurais. Os investidores interessados compram cotas, investem em terras agrícolas e esperam uma rentabilidade por meio de dois caminhos: arrendamento das terras ou valorização imobiliária.

“Fica a critério do gestor distribuir os lucros de acordo com sua política e regulamento do fundo. Uma semelhança com os fundos imobiliários é que o rendimento também é isento de Imposto de Renda”, explica Paulo Fróes, da StoneX.

Hoje existem 11 Fiagro-FIIs disponíveis na nossa Bolsa de Valores, a B3. Apesar do crescimento, ainda é um assunto novo e que gera dúvidas no investidor. “É um investimento que nem todos ainda dominam. Em um cenário volátil, é natural que o investidor fique inseguro. É importante entender que os Fiagro-FIIs têm suas peculiaridades”, diz Paulo Fróes.

O que você deve considerar antes de investir em um Fiagro-FII

  • Primeiro de tudo, você deve entender se sua estratégia de investimentos é compatível com as características do fundo. Ele é um investimento em renda variável negociado na Bolsa de Valores. Ou seja, é voltado para aqueles que têm mais apetite ao risco e que pensam no médio ou longo prazo.
  • Estudar sobre o tema e avaliar os gestores disponíveis no mercado também são dois pontos fundamentais. “Você precisa olhar quem é esse profissional ou instituição, o histórico e a experiência dele no segmento. Também é muito importante entender a estratégia por trás do fundo, a composição desse portfólio e quais culturas são produzidas naquela terra”, explica Paulo Fróes.
  • Você também deve ter em mente que, assim como fundos imobiliários, os Fiagro-FIIs também podem sofrer interferências externas. “No agronegócio existem situações não controláveis, como mudanças climáticas. Você precisa entender que isso faz parte do negócio e pode acabar afetando o fundo”, ressalta Paulo.
  • Os Fiagro-FIIs estão operando hoje com uma regulamentação transitória. Se você deseja investir nesse tipo de fundo, deve ficar atento às atualizações do mercado. “É pouco provável que a regulamentação definitiva seja exatamente igual a de hoje. Ela pode trazer mudanças e mais ou menos flexibilidade ao investimento. Isso pode impactar a estratégia do gestor”, explica Paulo. 

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