Dica do especialista: ETFs com papéis de small e large caps

BOVV 11 e SMAC11 têm como foco o aluguel de ações

DICA DO ESPECIALISTA
Victor Vietti, do Itaú Unibanco, mostra os investimentos para você ficar de olho – ou evitar

Pontos-chave

  • Large caps precisam valer pelo menos US$ 10 bilhões e são líderes em seu segmento
  • As small caps têm valor de mercado de até US$ 2 bilhões, menor liquidez e mais risco

Quem gosta de investir em ações já deve ter observado que existem basicamente dois grupos de empresas com capital aberto e, portanto, negociadas na Bolsa de Valores: as gigantes, chamadas de large caps ou blue chips, e as pequenas mas com grande potencial de valorização, que são as small caps.

A diferença entre os dois grupos é grande. Uma large cap precisa valer pelo menos US$ 10 bilhões. As empresas assim classificadas são as mais conhecidas, porque são as líderes de cada segmento, como Ambev (ABEV3) e Petrobras (PETR4). Já as small caps têm valor de mercado que vai de US$ 300 milhões e US$ 2 bilhões. Elas têm menor liquidez do que as gigantes e oferecem maior risco. Um exemplo é a PetroRio (PRIO3). Victor Vietti, especialista líder em investimentos do Itaú Unibanco, destacou no Manhã Inteligente desta terça-feira (26) dois ETFs:

  • BOVV11: menos conhecido que o BOVA11, este ETF garante exposição às ações que compõem o Ibovespa e teve rentabilidade maior do que o BOVA11 nos últimos 12 meses. “Ele tem eficiência maior em aluguel de ações”, afirma Victor. Cerca de 70% da carteira é composta por aluguel de ações.
  • SMAC11: com rentabilidade maior que seu primo mais famoso, o SMALL11, este ETF tem como objetivo refletir a performance, antes das taxas e despesas, do índice de Small Cap (SMLL), calculado pela B3.

“Em ambos os casos é preciso ficar atento às taxas de administração, à liquidez e a rentabilidade histórica”, afirma Victor.

O que levar em consideração ao investir nas small e nas large caps?

Segundo Victor, você sempre deve observar o cenário de uma maneira mais ampla. “As small caps tendem a se valorizar mais do que as large caps. Mas ainda não está claro que estamos em um cenário de crescimento econômico e essa categoria de empresas se beneficia em um cenário de crescimento.” Ele explica ainda que o Brasil ainda deve passar por dificuldades econômicas no segundo semestre, com crescimento baixo e inflação alta. “Ainda não está claro se teremos calmaria tão rapidamente.”

A Inteligência Financeira é um canal jornalístico e este conteúdo não deve ser interpretado como uma recomendação de compra ou venda de investimentos. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, seus objetivos e mantenha-se sempre bem informado.


Investir em quê? Encontre e compare investimentos de todo o mercado

Parceiro da Inteligência Financeira, o Investir em Quê? é sua fonte confiável para buscar onde investir com isenção, transparência e sem complicação

Você também pode gostar
Redação IF Publicado em 20.maio.2022 às 09h28
Rio ou São Paulo: onde o aluguel é mais barato?

Se for para investir, cuidado. Até a poupança tem rentabilidade melhor do que a locação

Redação IF Publicado em 20.maio.2022 às 08h16
Bolsas asiáticas fecham em alta após China cortar taxa de juros

Mesmo assim, os investidores seguem atentos à perspectiva de aumento dos juros nos EUA

Redação IF Publicado em 20.maio.2022 às 08h09
Fundos de ações de Petrobras e Vale renderam até 25 vezes mais que o FGTS desde o lançamento

Trabalhador poderá usar dinheiro do fundo de garantia para comprar ações da Eletrobras

íon Itaú Atualizado em 20.maio.2022 às 07h15
O que explica o bom desempenho dos fundos multimercados desde o início de 2022?

Mesmo com o cenário de alta volatilidade e incerteza na economia global, o primeiro quadrimestre registrou o melhor início de ano para esta classe desde 2009

Glossário IF Publicado em 19.maio.2022 às 17h57 Duração 3 min.
O que é a Anbima?

Essa organização representa bancos, gestoras, corretoras, distribuidoras e administradoras