Cortes do Manhã Inteligente: por que tantos IPOs foram cancelados neste ano?

Juros altos empurram os investidores para a renda fixa

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Pontos-chave

  • Empresas preferem usar outros meios para se financiarem
  • Nova janela de oportunidades virá com uma maior estabilidade econômica

2022 seria o ano da retomada dos IPOs. Seria, porque muitos deles foram cancelados. Por que isso está acontecendo, se recorrer ao mercado acionário é um dos meios mais baratos de as empresas conseguirem fazer grandes captações? O especialista líder em investimentos do Itaú Unibanco, Victor Vietti, explicou no Manhã Inteligente de terça-feira (3) o atual contexto. “Com os juros altos, há uma migração de investimentos de renda variável para a renda fixa devido às incertezas políticas, ainda mais em ano de eleição. Há muita oscilação e volatilidade nos preços das ações, e existe a questão da demanda mais forte por renda fixa do que de renda variável. É natural que as empresas que estavam pensando em fazer IPOs e querendo se financiar ou financiar algum projeto optem por estruturas como debentures ou emissão de títulos de renda fixa para se capitalizar”, afirmou Victor.

Do outro lado do balcão, as empresas observam toda essa movimentação e tomam suas decisões. “As empresas ficam com essa dúvida sobre captação. Vale reforçar que na B3, o Ibovespa e as ações de um modo geral não refletem exatamente o que temos em termos de empresas no Brasil. Grande parte das empresas no país não tem capital aberto, são de setores menores que não têm necessidade de caixa muito grande e vão optar por outros financiamentos como bancários ou por dívidas”, diz Victor.

O que deve acontecer em relação aos IPOs?

Para Victor, é natural que as empresas optem por esperar um momento mais estável para voltar a considerar as emissões via mercado acionário. “O que se espera é uma estabilidade econômica maior, uma Selic mais estável. Viemos de um número recorde de IPOs, justamente porque a gente tinha um cenário completamente diferente do que temos hoje. Estávamos com juros perto de 2% em 2021, crescimento e recuperação frente à pandemia e esse cenário mudou. As empresas aguardam uma estabilidade maior.”


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