Conheça o CRI, investimento de renda fixa que não cobra Imposto de Renda nem IOF

Em geral, o aporte inicial no ativo é de R$ 1 mil

Como é composta a remuneração dos CRIs? No que essa remuneração se difere da dos FIIs?
– Ilustração: Renata Miwa

Pontos-chave

  • Os CRIs são dívidas captadas por empresas, que vão construir um empreendimento
  • O investimento não tem proteção do FGC e costuma ter baixa liquidez

Os investimentos isentos de Imposto de Renda estão na mira dos investidores. Quando o assunto é renda fixa, eles se tornam ainda mais atrativos. É o caso dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), que são títulos de renda fixa lastreados em operações de crédito ligadas ao setor de imóveis.

Os CRIs são exclusivamente emitidos por securitizadoras e representam dívidas captadas por empresas. Essas companhias têm como objetivo construir um empreendimento, que pode ser um shopping ou um galpão, por exemplo. Ou seja, os CRIs são como pedaços de dívidas que podem ser comprados por investidores. Você empresta seu dinheiro para uma empresa que emitiu o título e, em troca, recebe o valor com juros. Para investir em um CRI, você precisa ter conta em uma corretora de valores. E pela plataforma você consegue ver as opções disponíveis.

A rentabilidade dos CRIs

Assim como outros investimentos de renda fixa, os recebíveis imobiliários tem opções prefixadas, nas quais o investidor sabe desde o início o rendimento que terá, caso fique até o vencimento do papel; e pós-fixada, em que a rentabilidade é atrelada a um índice ou indicador específico, como inflação, taxa Selic e CDI

Quais são as vantagens do CRI?

Do lado das empresas, a vantagem é captar uma verba, captando com juros mais baratos. “Por ser isenta de Imposto de Renda, a dívida para a companhia acaba sendo menor. Além disso, costumam ser dívidas de longo prazo e atreladas a índices, como o da inflação. É difícil conseguir isso com bancos tradicionais”, explica Thais Germano Prado, portfolio manager da RB Asset. 

Já do lado do investidor, um dos grandes atrativos é justamente a isenção do IR e IOF. Ou seja, o valor da rentabilidade será igual ao valor líquido de retorno do investimento. Em geral, o aporte inicial é de R$ 1 mil. 

E as desvantagens?

Você deve ficar atento e antenada a esse detalhe: os Certificados de Recebíveis Imobiliários não têm proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que torna o investimento mais arriscado. Além disso, como são produtos de longo prazo, os papéis têm baixa liquidez. “Muitas vezes o investidor não consegue vender rapidamente ou tem um desconto”, ressalta Thais. Por isso, se você pensa em investir em CRI, é importante prestar atenção: se resgatar seu dinheiro antecipadamente, você corre o risco de perder boa parte do rendimento.

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