Cinco perguntas e respostas sobre criptomoedas

Pensando em ganhar dinheiro rápido com as moedas digitais? Pois antes disso, você deve considerar riscos, custos e a alta volatilidade desses ativos

O bitcoin vai subir?

As criptomoedas têm chamado cada vez mais a atenção de investidores, que podem apostar nos ativos digitais por meio de diversos produtos regulados na Bolsa brasileira. Neste ano, foram lançados cinco ETFs de criptoativos no Brasil. Segundo um estudo feito pela Economatica, quatro deles são os líderes em rendimento dentre todos lançados em 2021. No topo da lista estão os ETFs QBTC11, de bitcoin, que acumulou alta de 108% até 25 de novembro, e o QETH11, de ethereum, com valorização de 76,12%.

Criptomoedas ainda é um tema novo, mas acredito que em um futuro próximo o investimento e o uso desses ativos, por meio de blockchain, se tornará muito natural. É possível que a propriedade de um imóvel seja um token, sua chave de casa seja um token e que os contratos sejam feitos em blockchain. É uma mudança que acontecerá gradualmente”, ressalta Fabricio Tota, diretor do Mercado Bitcoin. 

Por outro lado, o investimento em criptomoedas tem seus riscos e deve ser olhado com cuidado. Só na última semana, os preços do bitcoin caíram drasticamente e o valor de mercado de criptomoedas acumulou US$ 300 bilhões em perdas em apenas dois dias. Separamos cinco perguntas e respostas para te ajudar a entender mais sobre esses ativos:

1. Quais são os riscos?

O principal risco envolvendo as criptomoedas é o da volatilidade. “Por ser algo muito novo, existe uma oscilação forte de preços a curto prazo. Você não consegue saber o caminho exato que o investimento vai tomar, mas quando olha em um horizonte maior de tempo esse risco diminui”, explica Fabricio. Outro risco é o das pirâmides financeiras: muitos investidores acabam caindo em fraudes com promessas de ganho rápido.

2. Quanto custa investir?

Os preços variam de acordo com o tipo de investimento e a instituição envolvida. Você não precisa comprar uma unidade inteira da moeda. É possível investir em uma fração de bitcoin, por exemplo. O valor mínimo do aporte depende da corretora ou exchange — geralmente, é em torno de R$ 50. Ou seja, dá para começar com pouco e aumentar o investimento gradativamente. 

3. Dá para pensar em uma estratégia de curto prazo?

Na visão de Fabricio, para a maioria das pessoas não. “A volatilidade pode sim ser uma oportunidade, mas você precisa ter um conhecimento específico para aproveitá-la. Não é algo para iniciantes. Mesmo as pessoas experientes podem tomar alguns sustos. O ideal é pensar em uma estratégia de médio prazo, diluindo as compras ao longo do tempo e minimizando os efeitos da volatilidade”. 

4. Qual o prazo mínimo?

O diretor do Mercado Bitcoin acredita que uma boa estratégia deve ser pensada em um período de pelo menos dois anos. Isso porque o efeito da volatilidade sobre o preço do ativo tende a diminuir com o tempo. O indicado é pensar a médio ou longo prazo e investir aos poucos.

5. É importante diversificar?

Sim, mas com cuidado. Fabricio ressalta que a diversificação nesse caso é um pouco diferente. “Em outros investimentos você consegue diversificar setor e empresas, por exemplo. As criptomoedas trazem oportunidades de diversificação, mas não aconselho diluir muito o investimento. Diria para concentrar nos ativos mais maduros, colocando uma boa parte em bitcoin e ethereum”, ressalta Fabricio. O restante, não mais do que 10% do valor total, pode ser distribuído para outras moedas.


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