Como ter uma carteira diversificada apenas com renda fixa

Há opções com ativos emitidos por instituições públicas e privadas, arriscados ou defensivos

Renda Fixa Diversificada
– Ilustração: Inteligência Financeira

Pontos-chave

  • Diversifique o tipo de emissor para que você tenha a cobertura de R$ 250 mil do FGC
  • Um fator importante é conhecer o tipo de risco que você está disposto a correr

Construir uma carteira de investimentos demanda tempo, conhecimento e paciência. Para quem já fez sua reserva de emergência e quer começar na renda fixa há várias opções com ativos emitidos por instituições públicas e privadas, arriscados ou defensivos. Se você não sabe por onde começar, especialistas ouvidos pela Inteligência Financeira vão te ajudar a dar os primeiros passos.

Tipos de diversificação

Ao contrário do que muitos pensam, há muitas possibilidades na renda fixa. Antes de tudo, o investidor precisa conhecer os tipos de diversificação para pensar em uma combinação para sua carteira. 

Francis Wagner, CEO do app Renda Fixa, explica que há três tipos de diversificação. O primeiro é a diversificação de ativos, com CDBs, debêntures e títulos do Tesouro Direto entre as opções. O segundo tipo é a diversificação de emissores: CDBs e debêntures, por exemplo, não são todos iguais, nem emitidos pelo mesmo órgão, para Wagner, é importante diversificar o emissor “para que o investidor fique no limite da cobertura do FGC, de R$ 250 mil” por aplicação. 

Há ainda a diversificação entre os tipos de rentabilidade, já que o mercado oferece opções de títulos prefixados, pós-fixados e mistos. O CEO do app Renda Fixa explica que essa diversificação é importante porque “não conseguimos prever os cenários futuros com muita precisão”.

Tipos de risco 

Outro fator importante para montar uma carteira de renda fixa sólida é o risco. Há tipos de risco que se equilibram entre eles até que a carteira comece a deslanchar. Felipe Lima, gestor na FL Asset, explica: há o risco de liquidez, que é a chance de não conseguir vender um ativo; risco de calote, um dos mais temidos e acontece se a instituição emissora do título quebrar; e o risco de mercado, que precifica as chances do ativo perder valor antes do vencimento. 

Ativos defensivos na renda fixa

Os títulos públicos estão entre os títulos mais seguros para investimentos no Brasil. O Tesouro Direto tem, atualmente, oito títulos pós-fixados, entre os corrigos pela Selic, a taxa básica de juros, ou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do Brasil. 

Lima, da FL Asset, também coloca os CDBs entre os títulos mais defensivos e destaca aqueles emitidos por bancos pequenos e médios, que geralmente pagam taxas melhores. Mas vale lembrar que a proteção do FGC para os aportes nesse instrumento só vale para investimentos até R$ 250 mil. 

Risco moderado

As debêntures estão na lista de Felipe Lima de títulos de risco moderado. Para ele, há risco baixo de calote, mas o risco de liquidez é alto: “vai demorar para o investidor conseguir resgatar o dinheiro”. 

Alto risco 

Para medir o nível de risco de um ativo é preciso conhecer bem o contexto por trás do investimento. Com o avanço da inflação e da taxa básica de juros, os títulos prefixados entraram na lista de instrumentos de alto risco, segundo Felipe Lima. São, por natureza, instrumentos de alta volatilidade, característica acentuada em momentos de incerteza, como o que atravessamos em 2022.

Sugestão de alocação 

Ainda se sente perdido na hora de montar sua carteira de renda fixa? Pegue carona na sugestão de quem trabalha com esse tipo de aplicação: 

Fonte: Felipe Lima, gestor na FL Asset Management

Para o investimento em CDBs, Lima recomenda diversificar a liquidez dos ativos, trabalhando com a média de um ano. A ideia é que se você for investir em três CDBs, comprar um de liquidez diária, outro com liquidez no vencimento, em dois anos, e um último com liquidez em seis meses, com média de liquidez de um ano. 

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