Apesar da forte oscilação, criptomoedas avançam pelo mundo

Volume de ativos negociados saltou de US$ 24 bilhões no início de 2021 para os atuais US$ 63 bilhões

Ilustração: Marcelo Andreguetti/IF

Pontos-chave

  • O interesse em criptomoedas é maior entre investidores de até 29 anos, com perfil agressivo
  • O número de ferramentas que rastreiam cripto no mundo passou de 35 para 80 em um ano

Você pode até não gostar de criptomoedas, mas não deveria ignora-las. Elas estão chamando cada vez mais a atenção dos investidores, seja pela rentabilidade, pela forte oscilação ou por simples curiosidade. Tanto que o número de veículos de investimento que rastreiam as criptos no mundo mais do que dobrou: passou de 35 para 80, entre 2020 e 2021, segundo a Bloomberg Intelligence. O volume de ativos também saltou de US$ 24 bilhões no início de 2021 para os atuais US$ 63 bilhões. Segundo os especialistas em moedas digitais, as criptos devem crescer ainda mais em 2022, com o receio dos investidores de uma explosão da inflação mundial.

As criptos pelo mundo

Cerca de 221 milhões de pessoas investem em criptomoedas no mundo, segundo um levantamento divulgado pelo Crypto.com. No Brasil, de acordo com a gestora de critpomoedas Hashdex, o número de pessoas que investem em fundos e ETFs de criptos chegou a 325 mil. O estudo não leva em consideração outras modalidades de investimento, como as feitas pelas exchanges. Ou seja, esse número tende a ser ainda maior.

A pandemia e os investidores brasileiros

Uma pesquisa feita pela Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV EESP), em parceria com o University Blockchain Resarch Initiative (UBRI) e a gestora Hashdex feita com 576 investidores mostrou que metade deles começou a investir em criptos entre 2020 e 2021. Mas apenas 12% dos entrevistados responderam ter iniciado os aportes em 2016 ou antes. E os 38% restantes começaram a investir entre 2017 e 2019.

Quem investe em criptomoedas no Brasil?

O estudo mostra ainda que o interesse em criptomoedas é maior entre investidores mais novos, com até 29 anos, de perfil de risco agressivo e com curso superior relacionado a finanças. Os investidores individuais são relevantes, até porque o mercado cripto vem se tornando mais acessível. A barreira de entrada está diminuindo com o surgimento de novos produtos e serviços: já existem quase 30 fundos de cripto no mercado brasileiro, com aplicações mínimas bem diversificadas. Investidores institucionais como bancos, fundos de hedge, fundos de pensão e seguradoras começaram a entrar pesado no mercado.


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