Ações da Lojas Americanas saem da Bolsa; veja como os investidores são afetados

Por conta de uma reorganização da empresa, deixam de existir LAME3 e LAME4

Entenda por que as ações de tecnologia e varejo vão para lados opostos
– lustração: Renata Miwa

Pontos-chave

  • A reorganização da companhia vai unificar tudo nos papéis AMER3
  • A mudança vai reduzir a participação do grupo controlador, que é o 3G, de 53,2% para 29,2%

Com a reestruturação societária das Americanas que termina nesta sexta (21), as ações da holding Lojas Americanas LAME3 e LAME4 deixarão de ser negociadas na Bolsa de Valores já na próxima segunda-feira (24). Os papéis serão incorporados pela Americanas (AMER3), ação que foi lançada em julho de 2021 a partir da combinação entre B2W e ativos das Americanas.

O que isso muda para os minoritários?

Se você tem tanto LAME3 quanto LAME4, fique sossegado e tranquila: a reorganização da companhia vai unificar as ações. Então, a partir de segunda, você terá ações da AMER3 em troca.

Cada acionista de Lojas Americanas receberá 0,188964 ação de Americanas por ação ordinária ou preferencial que tiver em carteira. A Americanas vai emitir novos papéis para entregar aos acionistas. A relação foi feita baseada no valor econômico da empresa, a preços de mercado.

Sem controlador

A nova operação vai eliminar a estrutura de holding e reduzirá a participação do grupo controlador a 29,2% da companhia. Até então, a holding tinha 53,2%. Sem o controle, a Americanas S.A. se torna uma empresa sem grupo controlador, listada no mais alto nível de governança, o do Novo Mercado. A Americanas é administrada pela 3G Capital, fundada em 2004 por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira.

Os analistas estão otimistas

Para analistas de mercado, as mudanças na operação melhoram a governança da empresa, elimina o desconto da holding presente em LAME3 e LAME4, aumentará a liquidez de AMER3.

A companhia, destacam os analistas, colocou uma cláusula de poison pill, para evitar a chamada compra hostil, que concentra a empresa nas mãos de um só acionista, em detrimento dos minoritários. Esse item estabelece que, caso algum concorrente ou qualquer outro acionista alcance uma participação superior a 15% na Americanas, ele seja obrigado a fazer uma oferta pelo restante das ações.


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