Em 2022, a análise fundamentalista de uma ação ainda estará em alta?

Em um ano bem volátil, os investidores não devem descartar a estratégia, que prioriza o longo prazo

A análise fundamentalista de um ativo ainda está em voga? Ou num período de oscilação e incertezas é melhor optar pela técnica nos investimentos?
– Ilustração: Renata Miwa

Pontos-chave

  • Diferentemente dos grafistas, que tentam antecipar tendências, os fundamentalistas avaliam vários fatores
  • As oportunidades de trades curtos acabam surgindo, mas a análise fundamentalista é importante

Em 2022, fazer boas escolhas, analisar as possibilidades e estudar sobre investimentos se tornará ainda mais importante. Isso porque passaremos por um ano mais volátil com aumento de juros, inflação e eleições. Quando o assunto é Bolsa de Valores e o mercado acionário, surge a dúvida: a análise fundamentalista de uma ação continua em alta? Para Fernando Siqueira, gestor da Infinity Asset, a resposta é sim.

“Esse tipo de análise é sempre importante, em qualquer contexto. Por outro lado, o investidor precisa ter em mente que a análise fundamentalista não é algo simples. Assim como em outras áreas, você precisa estudar e se dedicar pelo menos várias horas por dia para analisar um ativo”, ressalta. 

Diferentemente da análise técnica, que tenta antecipar tendências a partir de gráficos, a análise fundamentalista avalia uma empresa com base em vários fatores, como situação financeira, balanço patrimonial, setor em que atua, fluxo de caixa e conjuntura econômica. “Ela existe há muitos anos e tenta aferir o valor de um determinado ativo. É quase como projetar os possíveis resultados da empresa, entendendo se vale a pena ou não investir em uma ação dela”, ressalta Fernando. 

O que muda em um ano mais volátil?

Em um ano mais volátil, segundo Fernando, oportunidades de trades mais curtos acabam surgindo. “Aqueles que seguem a análise técnica podem aproveitar desse momento. Anos muito voláteis geram mais ruídos que podem complicar o cenário daqueles que fazem análise fundamentalista. Isso porque essas oscilações não estão associadas aos fundamentos, e as pessoas podem acabar se confundindo”, explica. 

Mesmo assim, a análise fundamentalista não pode (e nem deve) ser descartada, principalmente para aqueles que focam em um horizonte maior. “Ela é uma estratégia de longo prazo, já que o ativo analisado tende a caminhar para convergir com o valor e com as previsões estipuladas. Pensando em um tempo maior, a técnica pode ser muito bem usada. Acredito que tem muito espaço na Bolsa. Eu diria que os dados estão a favor daqueles que têm paciência”, ressalta o gestor. 


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