Ostentação é insegurança

As pessoas financeiramente felizes e bem sucedidas mantêm um padrão de vida compatível com suas rendas. Não se importam com status e opinião alheia. Apenas vivem felizes e realizam seus sonhos. Sabem que estão bem e isto basta.

Muitas das pessoas mais ricas do mundo vivem de forma simples, vestem-se de forma simples e apresentam-se de forma simples. Se o sujeito tem necessidade de mostrar que é rico, está buscando aceitação e reconhecimento. Quando cai na armadilha da ostentação o sujeito compra o que não pode e o que não precisa.

Há uma grande diferença entre possuir bens para curtir e possuir bens para ostentar. Você pode alegrar-se pelo seu sucesso e partilhar essa alegria com seus amigos. Isso não é ostentação. Você pode ter alguns bens que são dispendiosos sob o ponto de vista financeiro, mas que propiciam prazer e conforto. Isso não é ostentação. Você não precisa esconder suas competências e o seu sucesso. Apenas evite cair na armadilha da ostentação. Assim você conquistará felicidade financeira e a felicidade plena.

(Extraído do livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

Gastar melhor para gastar menos

Para manter as finanças equilibradas é necessário gastar menos do que se ganha. Isso parece bastante lógico. Mas é difícil acreditar que é possível viver melhor gastando menos, pois estamos acostumados a pensar que para ter qualidade01 de vida é preciso muito dinheiro. Além disso, quando pensamos em gastar menos logo imaginamos cortes orçamentários que reduzirão prazeres, bem estar, satisfação e conforto. Ora, se reduzimos nossa sensação de prazer, como vamos viver melhor?

Mas, não seria bom se pudéssemos usar nosso dinheiro de forma mais adequada e útil, evitando gastos desnecessários e priorizado o que realmente interessa?

Ao contrário do que muita gente pensa, não é preciso fazer sacrifícios nem reduzir a qualidade de vida para manter as contas em ordem e prosperar. O equilíbrio financeiro e a saúde econômica dependem da qualidade de nossos gastos e não do quanto nós gastamos. Em outras palavras, gastar menos é consequência direta de gastar melhor.

Sucesso financeiro

Vamos refletir: O que é sucesso financeiro? Será que é ter muito dinheiro? Ser rico? Morar numa mansão com vista para mar? Ter meia dúzia de casas de campo e carros importados? Esbanjar em jantares e festas badaladas? Isso lhe garantiria uma vida feliz?

Uma pessoa nessa situação provavelmente se sentirá financeiramente bem sucedida. Especialmente se conquistou tudo isso por seu próprio mérito. Mas, o que dizer daquelas pessoas que ganham um salário mínimo, fazem o maior esforço para chegar ao fim do mês e, mesmo assim conseguem viver bem e educar seus filhos? Elas não seriam financeiramente felizes e bem sucedidas?

Roberto Shinyashiki escreveu um livro intitulado “O sucesso é ser feliz”. É uma expressão muito inteligente. De que serve o sucesso se não nos torna mais felizes? De que serve tanto dinheiro se não é capaz de nos trazer tranquilidade, paz de espírito, bons relacionamentos e felicidade? O sucesso, qualquer sucesso, inclusive o financeiro, só tem sentido se for capaz de nos trazer felicidade.

(Extraído do Livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

O equilíbrio financeiro contribui para felicidade

Se é verdade que dinheiro não garante felicidade, também é verdade que uma vida feliz depende do equilíbrio financeiro, porque contribui para a satisfação das necessidades mais importantes e propicia certa segurança sobre o futuro e a realização dos sonhos. O segredo é usar o dinheiro disponível de forma que permita conquistar melhor qualidade de vida e maximizar o prazer e a satisfação.

O equilíbrio financeiro é imprescindível para uma vida e feliz. Pessoas com uma situação financeira saudável são mais motivadas, alegres e têm facilidade para lidar com os desafios do dia a dia, criar e manter amizades saudáveis e participar de atividades sociais. No trabalho são mais interessadas e comprometidas com resultados e mantêm bons relacionamentos com colegas e clientes. Na família são amigas e pacientes, o que contribui para a harmonia familiar. Por estarem mais preparadas para as reviravoltas do mundo moderno, as pessoas com as finanças em ordem enfrentam obstáculos e imprevistos com otimismo e serenidade. São mais felizes.

(Extraído do Livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

Consequências do desequilíbrio financeiro

Não é a quantidade de dinheiro no bolso, mas o desequilíbrio financeiro que afeta o bem-estar das pessoas e influencia de forma negativa a vida profissional, a saúde e os relacionamentos. Problemas financeiros estão associados a uma série de doenças físicas e psicológicas, como dependências químicas, estresse e depressão. No campo profissional podem ser relacionados a desânimo, desmotivação, desatenção, acidentes de trabalho e queda de produtividade. Na família é a causa de boa parte dos casos de violência familiar e separações conjugais.

Os problemas financeiros não se resolvem com aumento da renda. Para a grande maioria das pessoas, o desequilíbrio financeiro cresce na proporção direta de seus vencimentos, porque elas continuam mantendo os mesmos hábitos inadequados.

(Extraído do Livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

Vantagens de comprar à vista

Você evita preocupações e aumenta seu prazer. Ao  comprar à vista você não precisará se preocupar com o pagamento das prestações. Não gastará tempo e energia nem abrirá mão de seus prazeres porque precisa economizar para pagar contas. Você ainda ficará livre para usufruir em plenitude o bem ou serviço adquirido, e terá força e motivação para planejar e realizar novos sonhos.

Você tem mais confiança e autoestima. Comprando à vista você sempre terá confiança e poder. A sensação de não estar devendo nada a ninguém afetará positivamente sua autoestima. Há um provérbio que diz: “quando a pessoa não tem dinheiro no bolso, até o andar é feio”. Pense nisso. Se você quer sentir-se poderoso e confiante, tenha sempre dinheiro guardado, e compre à vista.

Você compra mais. Ter dinheiro para comprar à vista significa que você poupou e, provavelmente, deixou aplicado, o que lhe permitiu ganhar um pouco com juros. Pode ter rendido pouco, mas rendeu. Além disso, você não gastou nem vai gastar com juros. Então terá mais dinheiro disponível. Finalmente, com dinheiro no bolso você terá o poder de negociar bons descontos. Em resumo, você poderá comprar muito mais.

(Extraído do Livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

Salário e Motivação

Tenho ouvido com cada vez mais frequência a expressão “Salário não motiva!”. Preocupa-me em especial porque normalmente tal afirmativa provém de profissionais de Recursos Humanos e gestores de pessoas.

Por que será que as pessoas vão para o trabalho todos os dias?

Sinto-me muito à vontade para falar sobre esse assunto, pois ao longo dos últimos anos tive a oportunidade de aprender algumas coisas a respeito de como a situação financeira afeta a vida das pessoas e os efeitos que provoca na sua autoestima, nos relacionamentos, na saúde física, no desempenho profissional e na satisfação com o trabalho.

Creio que essa expressão nasceu de uma interpretação equivocada da chamada teoria dos Dois Fatores. De acordo com estudos feitos por Herzberg, Mausner e Snyderman, publicados no livro Motivation to Work, existem duas classes de fatores relacionados com a motivação humana: os fatores higiênicos ou profiláticos e os fatores motivacionais. Os primeiros, quando existem, não provocam motivação, mas desmotivam quando ausentes. Têm por função evitar a insatisfação. Os fatores motivacionais, por sua vez, são capazes de gerar motivação.
Fatores higiênicos são, por exemplo, condições de trabalho, segurança, relacionamentos e salário. Entre os fatores que geram motivacão destacam-se: reconhecimento, oportunidade de crescimento, responsabilidade e realização.

Na verdade, os dois grupos de fatores afetam a motivação. Uns a mantém e outros a estimulam. Uns impedem a desmotivação e os outros aumentam a motivação.

Salário/renda é um dos fatores que podem desmotivar quando as pessoas têm a sensação de que não ganham o quanto precisam ou merecem. E ai é que está o xis da questão.

Repetindo: salário é um fator que pode causar (atenção!) “desmotivação”. De nada adiantam prêmios de reconhecimento, tapinhas nas costas e placas de “funcionário do mês” se o sujeito achar que a empresa não paga o que ele merece ou precisa.

E há mais um problema: a percepção acerca da satisfação com o salário não depende tanto das cifras no contracheque, mas do que as pessoas fazem com o dinheiro depois de recebê-lo: o quanto de qualidade de vida e realização de sonhos o salário é capaz de trazer.
Quem vive com as finanças desorganizadas costuma reclamar sistematicamente do salário e nenhum programa motivacional poderá mudar sua atitude profissional. E os aportes financeiros raramente resolvem os problemas com dinheiro e podem, inclusive, agravá-los. Se o salário aumenta, as pessoas saem logo assumindo novas dívidas e em pouco tempo a sensação de que o salário “não dá” está de volta. Os empréstimos consignados são armadilhas, ou melhor, um poço sem fundo. Além disso, se a empresa concede um empréstimo com desconto em folha, o salário fica ainda menor com a dedução das parcelas no contracheque. E ai a sensação de ganhar pouco é ainda mais intensa. Afinal, ninguém presta atenção na coluna de descontos. As pessoas vêem apenas o salário liquido.

Por outro lado, hábitos saudáveis de consumo, planejamento, poupança e uso adequado do crédito contribuem para a satisfação com o trabalho, o desempenho e a motivação, pois a saúde financeira elimina fatores de insatisfação e gera fatores motivacionais, como a sensação de independência e realização.

© Nério Venson

Vivendo do passado

A grande diferença entre as pessoas que realizam seus sonhos e as que não realizam ou vivem pesadelos está na forma como organizam suas vidas. As pessoas que vivem bem e realizam sonhos são as que têm os olhos voltados para o futuro.

A melhor forma de ser feliz é viver o presente, olhando para o futuro. Algumas pessoas até querem olhar o futuro, mas continuam com um pé no passado. Não avançam. E não avançam porque têm contas a acertar com o passado.

A maioria dos problemas financeiros que enfrentamos hoje está relacionada a decisões inadequadas e falta de planejamento no passado. O passado é como uma corrente que nos mantém presos no mesmo lugar. Como somos obrigados a olhar para trás não conseguimos ver o futuro. Enquanto ficamos presos ao passado, só temos olhos para ele, não podemos imaginar e construir o futuro desejado.

Seres humanos andam para frente. Então só há uma forma de avançar, e avançar rápido: dar as costas para o passado e olhar o futuro. Se você passa a vida pensando em como pagar as suas contas, dificilmente irá deslanchar. Vai ser muito difícil andar para frente. Será impossível realizar seus sonhos. Aliás, será impossível até sonhar, pois o futuro é algo que fica fora do seu campo de visão. As pessoas que vivem do passado podem até desejar andar para frente, mas sua cabeça, sua mente e sua energia estão voltadas para trás. Questões não resolvidas no passado consomem tempo e energia que poderiam ser usados para construir um belo futuro.

Se você quiser ser financeiramente feliz deve mudar sua estratégia. Em vez de deixar um rastro de contas a acertar com o passado, comece a construir o futuro.

Pessoas felizes olham para seu futuro

Quando as pessoas não têm contas a acertar com o passado, estão livres para olhar para frente. Sua atenção está voltada para planejar o futuro e não para consertar o passado. Quanto mais distante o passado, melhor.
As pessoas livres do passado vão além do “sonhar”. Ao contrário das que transformam seus sonhos em decepção ou pesadelos – as pessoas livres do passado realizam seus sonhos, planejam a construção de seus projetos de vida e vão realizando aos poucos, curtindo e comemorando cada conquista. (Adaptado do livro Os 7 Hábitos das Pessoas Financeiramente Felizes).

Escola e educação financeira

Finanças. Tema tão importante para a vida de qualquer pessoa, deveria fazer parte do currículo escolar oficial e dos assuntos discutidos em família.

Não é o que se constata na prática. As famílias, de maneira geral, não se sentem preparadas para orientar adequadamente seus filhos sobre dinheiro. O sistema educacional, por sua vez, foi concebido para desenvolver habilidades e competências profissionais e acadêmicas.

Isso era suficiente na era industrial, mas os novos tempos trouxeram mudanças estruturais que exigem uma preocupação maior com o próprio futuro. Tornou-se indispensável introduzir novas disciplinas e novos conceitos no currículo escolar, em todos os níveis, que levem em conta as grandes transformações em curso, nas relações entre capital, trabalho e Estado, e que afetam a vida de todos.
Os filhos da era da informação devem aprender a jogar com as novas regras. Com a redução do emprego, de seus benefícios e da tutela estatal, as habilidades financeiras tornaram-se tão importantes para o sucesso quanto os conhecimentos acadêmicos e as competências profissionais.

Nossa geração sofre os efeitos da falta de instrução financeira: cerca de 85% das famílias brasileiras não conseguem equilibrar seus orçamentos domésticos, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (2002/2003). Por outro lado, boa parte da renda é utilizada para pagamento de juros em empréstimos e crediários, quando poderia ser aplicada na melhoria da qualidade de vida das famílias.
Os problemas financeiros nem sempre se resolvem com mais renda. A realidade é que, para a maioria das pessoas, os problemas com dinheiro crescem à proporção direta de seus rendimentos, o que denota a falta de instrução financeira e preparo emocional para lidar com questões relacionadas ao dinheiro.

O desequilíbrio financeiro não é característica exclusiva de famílias com baixos níveis de renda e instrução. Pessoas competentes em suas profissões, com pós-graduação e salários altíssimos padecem do mesmo mal. A questão é que pouco – ou quase nada – aprendemos sobre finanças do pré-escolar ao pós-doutorado.
Preocupadas com o sucesso e a formação plena dos jovens, algumas escolas estão introduzindo atividades extracurriculares relacionadas às finanças. Há uma compreensão de que não basta aprender a gerar renda através de uma atividade profissional; é preciso saber administrar os rendimentos de forma racional e inteligente para alcançar sucesso, bem-estar e qualidade de vida. Além disso, os jovens precisam ter a consciência de que a ética e a responsabilidade social devem estar presentes nas relações econômico-financeiras e na geração e uso da renda.

A forma como nos relacionamos com o dinheiro na vida adulta é reflexo do nosso aprendizado na infância e na adolescência. A partir dos três anos de idade a criança começa a entender e assimilar informações relacionadas ao dinheiro e a desenvolver a sua mentalidade financeira. Mas é por volta dos nove anos que se inicia um ciclo – que pode ir até dezesseis ou dezoito anos – no qual a criança e o adolescente começam a se desligar da identidade dos pais e a buscar sua própria identidade. Ao final do ciclo, o adolescente terá determinado a sua fórmula para o sucesso, ou seja, a idéia que tem para sobreviver e vencer. O que terá ele aprendido sobre dinheiro fará parte dessa fórmula e será vital para o seu futuro. Concluído esse ciclo fica mais difícil mudar percepções, atitudes e comportamentos relacionados ao consumo e às finanças em geral.

Daí a importância de a Educação Financeira fazer parte do currículo da Educação Básica. Desde o pré-escolar, passando pelo ensino fundamental (com mais intensidade), até o ensino médio, é possível introduzir no currículo oficial ações e atividades de educação financeira, de acordo com a capacidade de entendimento de cada fase.

As atividades pedagógicas de educação financeira devem levar a aquisição de habilidades para o uso racional e inteligente do dinheiro como forma de gerar qualidade de vida e independência financeira; apresentar noções relacionadas ao mundo econômico e financeiro; tratar dos aspectos relacionados ao controle e custo do dinheiro tais como juros, empréstimos, investimentos e demonstrações financeiras; apresentar informações e ferramentas para o planejamento financeiro e o controle orçamentário pessoal; introduzir conceitos contábeis, financeiros e econômicos; orientar sobre o gerenciamento da mesada e outras rendas; indicar as principais formas de geração de renda e orientar sobre a escolha de profissões.

Os estudantes devem ser estimulados, por meio de palestras, atividades e dinâmicas, a descobrir e a desenvolver a autoestima, a buscar a própria realização – superando pseudovalores estabelecidos no meio em que vivem. As informações e atividades devem incentivar os estudantes a fazerem escolhas, dando-lhes maior segurança para tomada de decisões, especialmente na área profissional.
Os estudantes e futuros profissionais precisam estar preparados para superar com confiança, determinação, competência e inteligência os desafios que os novos tempos descortinam, de forma a se tornarem adultos bem sucedidos pessoal, profissional e financeiramente, conquistando, assim, a plena realização humana.

© Nério Venson

Planejamento Financeiro

Quando se fala em planejamento financeiro logo pensamos em investimentos, mercado de capitais, bolsa de valores etc. Entretanto, planejamento financeiro é muito mais do que isso.

O objetivo do planejamento financeiro é organizar e planejar a vida econômico-financeira, gerenciar rendas e gastos, melhorar a qualidade de vida através do uso apropriado do dinheiro, construir reservas para imprevistos e para aposentadoria etc.
Um planejamento financeiro funciona como um mapa, um roteiro que mostra aonde você quer chegar, o caminho que deve percorrer e o ponto onde você está a cada momento.

Ele deve ser simples e pessoal, de forma que facilite a elaboração e a execução. Deve-se evitar planos muito complexos que dificultem e desestimulem o acompanhamento e adaptação. Isso mesmo: o seu planejamento pode ser adaptado aos novos fatos que ocorrem ao longo do tempo.

Você pode colocar seu planejamento no papel, embora nem sempre isso seja necessário. Muitas pessoas têm tudo planejado mentalmente e conseguem conquistar seus objetivos. Entretanto, se o planejamento for familiar, é bom colocar no papel para que todos possam acompanhar.

© Nério Venson