Depressão pós-compra

Por que as pessoas ficam estressadas quando têm contas a pagar? Ora, porque perdeu a graça! Não é nada legal pagar por algo que já curtimos. Com o passar do tempo, a emoção agradável associada à conquista do objeto do desejo vai se esvaindo. O prazer acaba! Fica o sacrifício – pagar contas – por algo que não existe mais.

Apenas as necessidades insatisfeitas motivam. Ninguém enche um prato de comida quando está de barriga cheia. Quando antecipamos uma compra, o prazer momentâneo, intenso, da novidade, já se foi. Mas a dor e o sacrifício de ficar pagando prestações permanecem meses ou anos, dificultando ou impedindo, inclusive, que tenhamos novos prazeres e realizemos novos sonhos.

A motivação (motivo para a ação) se extingue com a satisfação. Isso é fato. Quando o indivíduo compra um bem em prestações, a necessidade já foi satisfeita. Não existe mais o entusiasmo para adquirir aquele bem. Fica o sofrimento de ter que pagar as prestações. E aí a pessoa fica pensando: se não tivesse que estas prestações poderia fazer isso ou aquilo.

A mistura de insatisfação, tristeza, arrependimento e revolta pode levar a quadros depressivos. Muitas pessoas se livram (milagrosamente!) da depressão quando revêem seus hábitos financeiros e colocam em ordem as suas contas.

Enquanto uma necessidade não estiver satisfeita, há motivação para alcançá-la. Se você poupar por alguns meses para comprar à vista, terá satisfação pós-compra, pois não haverá qualquer sensação negativa depois de comprar. Poderá usufruir com toda a intensidade e plenitude, enquanto se organiza para realizar novos sonhos.

(Extraído do Livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

Novos hábitos financeiros

“Saber treinar e manejar a própria mente é o maior talento que se pode ter na vida, tanto em termos de felicidade quanto de sucesso.” [T.Harv Eker]

Os resultados que você obtém na vida financeira dependem dos seus hábitos relacionados ao dinheiro. Como você toma decisões de consumo? Como usa o crédito? Tem hábito de poupar e investir? Planeja sua vida? Como estabelece seu estilo de vida?

Essas são questões importantes para revelar seus hábitos e seus resultados financeiros. É possível saber como anda sua vida financeira apenas com as respostas dessas perguntas.

Se sua situação financeira não está como você deseja, você pode mudar seus hábitos. Se suas dívidas são astronômicas, se suas contas são bem maiores do que seu salário, se você se esforça, mas não consegue poupar nem prosperar, o problema está na forma como você lida com o dinheiro. As suas fontes de renda e o valor do seu salário, têm certa relevância. Mas, o mais importante é o que você faz depois de receber seu salário.

(Extraído do Livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

Poupança e Investimento

Quando falo em “poupança” não estou me referindo à “caderneta de poupança”. A caderneta é apenas uma forma de poupança.

Há uma diferença conceitual entre poupança e investimento. Aplicações em poupança servem para guardar dinheiro; os investimentos servem para ganhar dinheiro. Caderneta da poupança e outras aplicações em renda fixa, como CDBs, títulos de governo e fundos de renda fixa, são modalidades de poupança, ou seja, dificilmente você ganhará muito dinheiro com esses papéis. Os rendimentos costumam ficar um pouco acima da variação inflacionária. Embora sejam vendidos como investimentos, na verdade, visam apenas garantir o poder aquisitivo do seu dinheiro. A principal vantagem dessas aplicações financeiras é a segurança. Aplicando nesses títulos dificilmente você perde dinheiro.

Os planos de previdência complementar também são formas de poupança. Procure conhecer as vantagens desses planos. Informações sobre previdência complementar você pode obter com detalhes no site da SUSEP – Superintendência de Seguros Privados (www.susep.gov.br), órgão do governo responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta e capitalização.

Os títulos de capitalização são formas de poupança, mas não garantem o poder aquisitivo. No final do plano você recebe apenas uma parte do que aplicou corrigido por um índice inflacionário. O título de capitalização é uma mistura de poupança, loteria e seguro de vida. Parte dos valores das aplicações mensais é utilizada para pagamento de prêmios e eventuais seguros.

Os investimentos, ao contrário da poupança, têm como característica a expectativa de grandes rendimentos e de grandes riscos (possibilidade de perdas). De maneira geral quanto maior a expectativa de rentabilidade, maiores os riscos. Exemplos de investimentos são ações, commodities, imóveis, câmbio e negócios próprios.

Para obter mais informações recomendo acessar os sites da Bolsa de Valores (www.bovespa.com.br), da Comissão de Valores Mobiliários (www.cvm.gov.br) e do Banco Central (www.bcb.gov.br). Para saber como investir diretamente em títulos do governo, acesse o site www.tesourodireto.gov.br. Sites de bancos também oferecem muitas informações. Mas, lembre-se de que eles têm interesse em vender seus próprios produtos.

(Extraído e adaptado do Livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

A questão do aquecimento global

É comovente ver o mundo preocupado com o aquecimento global e as suas consequências nefastas. Mas, quero convidá-lo a uma reflexão. O aquecimento global está atrelado ao consumo. Quanto mais consumirmos, maior será o reflexo na natureza, que é de onde vem matéria prima e energia e para onde vão os resíduos industriais e de consumo. Então, é hipocrisia fazer discursos contra o aquecimento e continuar nessa corrida consumista louca e desenfreada. O desenvolvimento sustentável é um mito. Precisamos olhar nossos hábitos de consumo e optar por uma vida mais simples. Se desejarmos preservar esse mundo para nossos filhos e netos  precisamos ser coerentes. Cada  celular, computador ou automóvel que compramos, representa um custo ao meio ambiente. Usar com racionalidade é o grande segredo. A solução para o problema ambiental mundial é vivermos uma vida mais simples, consumindo apenas o necessário, a fim de evitar desperdícios de recursos ambientais imprescindíveis para nossa sobrevivência.

(Extraído do Livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

Dívidas de consumo: sempre um mau negócio

 

“Não é nada inteligente trabalhar como um louco só para pagar juros, que não trazem nenhum benefício.”

Fazer dívidas para comprar bens de consumo é quase sempre um mau negócio. Isso vale para o crediário, cartão de crédito, cheque especial, empréstimo consignado, etc.

Compras a prazo só dão prejuízo, não só do ponto de vista financeiro, como também emocional.

Eis algumas razões para não fazer dívidas de consumo:

  • As dívidas geram juros, que são gastos inúteis. É algo que você paga e não usufrui.
  • Além de não satisfazer nenhuma necessidade, os gastos com juros impedem a satisfação de outras necessidades, pois é dinheiro desperdiçado que poderia seu usado para comprar alguma coisa que trouxesse bem-estar e prazer.
  • Quando você está endividado você perde poder, fica dependente e sua autoestima despenca.
  • As dívidas de consumo aumentam a concentração de renda. Os donos das financeiras ficam cada vez mais ricos enquanto você fica cada vez mais pobre.

(Extraído do Livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

O segredo é livrar-se das dívidas de consumo

As dívidas de consumo são ruins porque você tem que trabalhar para pagá-las.

Evite o crediário

Não importa o valor, ou você compra à vista ou não compra. Se não tem dinheiro para comprar, não compre.

Se você já tiver o dinheiro guardado pode até valer a pena deixar aplicado mais uns dias até o vencimento do cartão. Mas, cuidado para não se perder nas contas. Lembre-se de pagar o total da fatura no vencimento.

Não use o dinheiro dos outros

Isso mesmo! Algumas pessoas não se dão conta de que usar crédito rotativo, cheque especial, cartão de crédito, empréstimo consignado, CDC e outros é usar o dinheiro dos outros. Pensam que estão levando vantagem e pagam caro por isso. Então, que tal parar de usar o dinheiro dos outros?

(Extraído do Livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

Habitue-se a viver sem dívidas

Viver sem dívidas é a melhor estratégia para realizar nossos sonhos, melhorar nossa qualidade de vida e viver felizes. Quando você parar de comprar a prazo e liquidar as suas dívidas, perceberá que sobrará muito mais dinheiro e poderá realizar muitos dos seus sonhos que hoje parecem distantes. Isso porque evitando as despesas financeiras (juros) sobrará para você poupar, investir e negociar bons descontos nas suas compras à vista.

Sem as preocupações das dívidas e vivendo com mais qualidade de vida, você poderá utilizar sua mente e sua energia para produzir mais, ganhar ainda mais dinheiro e realmente aproveitar e curtir a vida.

(Extraído do Livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

Uma nova estratégia

Planejar pode conduzi-lo a uma vida mais feliz e plena de realizações financeiras. Quero convidá-lo à mudança de estratégia. Deixe a estratégia de fracasso e abrace a estratégia do sucesso.

Estratégia do fracasso: “Gastar, gastar, gastar… e guardar o que sobra”.

Estratégia do SUCESSO: “Decidir quanto poupar; e fazer um plano de gastos para o restante”.

Observe que a estratégia do sucesso está intimamente ligada aos demais hábitos. A estratégia do sucesso pressupõe “Poupar primeiro”, ou seja, decidir quanto vai poupar e então gastar o que sobra. Para isso sua renda deve ser superior ao seu estilo de vida (Simplicidade). E você precisa parar desperdiçar dinheiro (Gastar com sabedoria) e começar a comprar à vista.

(Extraído do Livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

Saúde financeira em primeiro lugar

Se você tem dívidas e/ou está gastando mais do que ganha, sua primeira tarefa é resolver essa situação. Talvez você precise fazer, por alguns meses, um controle dos seus gastos para verificar onde está gastando. Não tem jeito, somos responsáveis pelas nossas decisões do passado. Fugir disso seria irresponsabilidade. Mas, lembre-se de eliminar primeiro os exterminadores de renda, em vez de sair cortando gastos com prazer. Mantenha seu pensamento positivo e otimista: você está construindo um futuro melhor. Por isso está retirando todo o entulho, a fim de encontrar a rocha firme onde construirá sua nova vida financeira.

(Extraído do livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)

A questão é COMO você gasta

O segredo para uma vida financeiramente feliz e prosperidade não é ganhar mais. Pergunte às pessoas que tiveram aumento de salário no ano passado se a poupança delas aumentou? É provável que tenham aumentado suas dívidas. É que as pessoas assumem novos compromissos quando sabem que vão ter um aumento, antes mesmo de receber. Nosso hábito é gastar, e não poupar. Quanto mais ganhamos, mais gastamos.

A maioria das pessoas se mata de trabalhar e no fim do mês percebe que o salário não deu para nada. Conheço gente que em pouco mais de dois anos duplicou sua renda, mas não conseguiu se livrar dos problemas financeiros. Essa gente passou a comprar roupas e carros mais caros, comer em restaurantes sofisticados e fazer coisas que não fazia. Mas não estão mais ricas nem mais felizes. Continuam com um estilo de vida acima da sua renda.

(Extraído do livro Os 7 hábitos das pessoas financeiramente felizes“)