Mesada: objetivos e limites

Mesada: objetivos e limites (Educação Financeira 12)

Em princípio, os pais não devem “dar opinião” sobre como os filhos vão usar o dinheiro da mesada, exceto se quiserem colocar algumas restrições. Por exemplo, a criança pode estar inclinada a torrar sua mesada com sorvete ou balas. Para preservar a saúde da criança, os pais estabelecem limitações, como, por exemplo, usar apenas 5 reais com balas.

Fora isso, a criança pode e deve ter liberdade para fazer suas escolhas. Não é bom recriminá-la por comprar coisas fúteis (normalmente só os adultos acham isso). Ela precisa aprender a avaliar escolhas, e isso só vai acontecer se puder tomar decisões. Ela aprenderá com seus erros e acertos.

Entretanto, uma boa prática educativa, e que não deve faltar, é determinar objetivos, metas e funções da mesada. As crianças precisam ser ensinadas a não gastar tudo que ganham e a poupar uma parte da mesada. Por exemplo: uma parte da mesada é para gastar e outra parte é para guardar todos os meses com o objetivo de comprar aquele brinquedo que a criança quer mas que não foi possível incluir no orçamento familiar. Esse é uma bom exercício de administração financeira pessoal e de orçamento doméstico.

A poupança – e isso vale também para os adultos – precisa tem um objetivo, uma meta. Senão, ou a pessoa não consegue poupar ou se torna mesquinha, avarenta, “mão-de-vaca“ que só pensa em acumular dinheiro por acumular. Guardar dinheiro pensando na aposentaria, para a viagem de férias ou para trocar de carro é louvável. Mas apenas acumular riqueza pelo prazer de ser rico é nocivo para a própria pessoa e para a sociedade.

É preciso que as crianças e os adolescentes aprendam desde cedo a ter objetivos e metas de vida. A mesada é uma excepcional ferramenta para ajudá-los a desenvolver essas habilidades.

© Nério Venson