Crianças e orçamento doméstico

Crianças e orçamento doméstico (Educação Financeira 3)

Desde cedo a criança deve familiarizar-se com o orçamento doméstico. É claro que o nível de conhecimento e participação vai depender da sua idade. Ela não vai entender complexas planilhas se tiver quatro ou cinco anos. Mas lá pelos sete anos já vai ter uma boa visão de que só se pode gastar o que se ganha. Como quatro ou cinco anos, a criança já pode ser estimulada a participar da elaboração da lista de compras. Os pais podem pedir à criança para verificar se está precisando comprar creme dental, papel higiênico, frutas, verduras, biscoitos, etc.

Por meio desse processo pedagógico os pais podem ensinar a importância de fazer uma lista de compras para evitar gastos por impulso quando for ao supermercado. Assim elas aprenderão a fazer planejamento, coisa tão pouco usada pelos adultos.

Por falar nisso, os pais podem, sim, levar a criança ao supermercado, como uma estratégia educativa. Entretanto, se a criança é daquelas que ficam berrando que querem isso e aquilo, é preciso ensiná-la a se comportar em locais públicos antes ir às compras. No supermercado, habitue-se a comprar somente o que está na lista. Se for conveniente aproveitar alguma promoção, a criança deve ser orientada sobre isso.

Aproveite, ao andar entre as gôndolas, para ensinar as crianças sobre os conceitos de barato e caro. Comece comparando produtos semelhantes com preços diferentes. Explique que às vezes o produto é mais caro simplesmente porque é de uma marca mais conhecida: nem sempre o mais caro é o melhor.

Ensine também o conceito de qualidade. Claro que ela não vai entender tudo de cara, mas é um processo pedagógico. Lembra? Os pais precisam ser perseverantes e pacientes.

A partir de certa idade, quando estiver no segundo ou terceiro ano do ensino fundamental, a criança já pode se envolver mais ativamente na elaboração do orçamento doméstico, preenchendo planilhas, sugerindo maneiras de reduzir despesas, propondo alternativas, definindo prioridades e tomando decisões.

© Nério Venson

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