Causas do desequilíbrio financeiro

São três as principais causas do desequilíbrio financeiro:
1. Ausência de objetivos e planejamento

Para planejar é preciso ter objetivos. Uma coisa é sonhar, querer, desejar; outra coisa é ter objetivos. Os objetivos pressupõem planejamento: definição de metas, prazos, recursos e plano de ação.

Quando não temos objetivos, não planejamos e “deixamos a vida nos levar”. Compramos o que não precisamos, pagamos mais caro, arrumamos um monte de dívidas e desperdiçamos dinheiro com juros. E mais: acabamos não realizando nossos grandes ou pequenos sonhos.

A falta de objetivos e planejamento não faz mal apenas à saúde financeira; ela afeta a nossa felicidade. Quem não planeja dificilmente realiza seus sonhos. Por isso, pode tornar-se uma pessoa frustrada e infeliz.

O planejamento não precisa ser complicado. Ele deve até ser bem simples. O importante é ter em mente quais são os seus desejos, estabelecer prioridades e o elaborar um plano de ação.

2. Falta de conhecimento financeiro

Essa é a segunda causa do desequilibro das finanças pessoais e familiares. Pouca gente gosta de lidar com matematíca. Economia, finanças, contabilidade… Nem pensar!

Um conhecimento básico sobre matemática financeira é essencial. Saber como calcular taxas de juros, descontos, porcentagem e algumas coisinhas mais já basta para não ser enganado.

Não é preciso fazer faculdade de economia ou matemática. Conheço algumas pessoas idosas que não passaram mais que dois ou três anos na escola e deixam mestres e doutores na poeira quando se trata de cálculos financeiros.

Com informação financeira você facilmente perceberá as armadilhas por trás de mensagens do tipo: “Dez vezes sem juros”, “Juros pela metade”, “Com IPI reduzido”, “A primeira só em Dezembro” …

Estudar o mercado de capitais, saber como funciona a bolsa de valores, entender a diferença entre renda fixa e renda variável, tudo isso é importante. Mas, se você não tiver dinheiro para investir, não adianta muito.

Antes de qualquer coisa, concentre-se em melhorar a qualidade dos seus gastos. Se quiser ser um investidor, pode comemçar com pouco, mas precisa algum ter dinheiro. E você so terá dinheiro para investir se parar de desperdiçar seu rico dinheirinho com encargos das dívidas e gastos desnecessários.

3. Aspectos emocionais

Nossas decisões financeiras são fortemente influenciadas pelas emoções e sentimentos. O desequilibrio financeiro está frequentemente associado a algum tipo de desequilibrio emocional ou carência afetiva: problemas de autoestima, estados depressivos, sentimentos de culpa e vergonha, ansiedade e preocupações, necessidades de aceitação e reconhecimento, manutenção do status etc.

As questões emocionais influenciam a vida financeira assim como a situação financeira afeta os estados emocionais. Ou seja, problemas de ordem psicológica podem ter origem na situação financeira e vice-versa. É preciso que as duas questões sejam tratadas.

É tal a importância das questões emocionais que dediquei ao assunto dois capítulos no livro Os Sete Hábitos das Pessoas Financeiramente Felizes. Entendo que não basta dizer às pessoas O QUE FAZER, mas, sobretudo COMO FAZER.

No capítulo XII – Lidando com aspectos Psicoemocionais, trato de questões como impulso e compulsão, crenças e valores, sentimentos de culpa, inveja, vergonha, ansiedade. Nesse mesmo capitulo você vai encontrar algumas sugestões para driblar as estratégias usadas pelos vendedores para convencê-lo a comprar o que você não precisa.

No capítulo XIII – Lidando com seu poder mental, você vai encontrar uma série de técnicas de Programação Neurolinguistica para acelerar o desenvolvimento de novos e saudáveis hábitos financeiros, para mudar rapidamente conceitos, memórias e referências mentais, e para gerenciar emoções.

Necessidades de consumo, status e ostentação são apenas máscaras que escondem frustrações emocionais relacionadas a desejos de aceitação, reconhecimento e segurança. A solução não está nas coisas materiais, não está no exterior nem nas outras pessoas. Está dentro de nós. Aprender a lidar com as emoções é uma estratégia importante para conquistar bem-estar, realização e felicidade, inclusive felicidade financeira.

Conclusão

Lembre-se que a sua situação financeira atual é resultado de três fatores:

1) A forma como você decide seus gastos:

– Você vai levando a vida, gasta tudo que ganha (ou mais do que ganha), não controla seus gastos, gasta por impulso e antecipa a realização dos seus sonhos (que se tornam pesadelos com infindáveis prestações generosamente recheadas de juros); ou
– Você é uma pessoa que tem objetivos, planeja e poupa para realização do seus sonhos; sabe onde quer chegar e organiza-se para conquistar suas metas e vai construindo aos poucos seu projeto de vida.

2) Seus conhecimentos sobre dinheiro:

– Você não tem paciência para pesquisar preços, para pedir descontos, para calcular as melhores condições; prefere pagar em prestações do que “perder tempo” poupando; ou
– Você dá valor a cada centavo que conquistou, e procura não desperdiçá-lo, mas convertê-lo em prazer, bem-estar e conforto; não cai nas armadilhas das belas propagandas, procura comprar à vista e sabe calcular o prejuizo embutido nas compras em prestações e no uso do crédito para consumo.

3) Seu estado psicoemocional:

– Você é uma pessoa carente (mesmo que não saiba nem admita), que precisa ser (auto)agradada com presentinhos (e presentões) para se sentir aceita e valorizada; tem necessidade de manter status, de ostentar, de presentear outras pessoas sem motivo aparente para obter aceitação e reconhecimento; ou
– Você é uma pessoa focada nos seus objetivos, segura de que seu valor não depende das posses nem da aparência externa; valoriza as pessoas pelo que elas são e é capaz de fazer amigos e de amar e ser amada naturalmente pelas suas atitudes, pelo respeito e pelo afeto que dedica às outras pessoas.

Qualquer pessoa pode ter uma vida financeira saudável e feliz, independentemente da renda. Sugiro a leitura do capítulo II do livro Os 7 Hábitos das Pessoas Financeiramente Felizes: A ESSÈNCIA DA FELICIDADE FINANCEIRA.

© Nério Venson

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